Magaba com objetivo com um quase futuro.docx

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MANGABA (Hancoria speciosa Gomes) COMO ALTERNATIVA PARA O COMBATE A DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS

 

 


MANGABA (Hancoria speciosa Gomes) AS AN ALTERNATIVE FOR COMBATING NO TRANSMISSIBLE CHRONIC DISEASES

 

Milena Martina Daher Correia¹, Lívia Rodrigues dos Anjos¹, Ana Lívia avelino de oliveira¹, Isabelly Nóbrega Rodrigues¹

Rodrigo Luiz Targino Dutra²*

¹ Discente da escola da Saúde, Faculdade internacional da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil.

² Docente da escola da Saúde, Faculdade internacional da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil.

 

* Autor Correspondente

Rodrigo Luiz Targino Dutra: Departamento de Nutrição, Faculdade Internacional da Paraíba, 58051-900, João Pessoa, Brasil - e-mail: rodrigo.dutra@fpb.edu.br - Telefone: + 55 83 3133-2904.

 

 

RESUMO

 

PALAVRAS-CHAVE:

 

ABSTRACT

        

KEYWORDS:

 

 

 

1.      INTRODUÇÃO

No Brasil, o clima tropical é responsável pela biodiversidade da natureza, sendo propício para o cultivo de diversas plantas, incluindo exóticas e nativas que variam de acordo com a região. No Nordeste do país, uma das árvores frutíferas mais disseminadas é a Mangabeira, integrante da família Apocynaceae, planta bem cultivada em áreas de cerrado, caatinga, tabuleiros arenosos e chapadas (LEDERMAN et al., 2000).

A mangabeira produz látex conhecido como “leite da mangaba”, cujo o uso foi importante durante a Segunda Guerra Mundial, durante o ciclo da borracha, e seu fruto, a Hancornia Speciosa, conhecida popularmente como “mangaba” é uma fruta de cores que variam do esverdeado para o amarelado, com formato oval de copas arredondadas (DUTRA et al., 2017). O fruto do tipo baga possui aroma agradável, polpa saborosa e nutritiva, atribuições que contribuem para a sua popularidade. A relevância do cultivo da mangabeira se dá na utilização da mangaba como fonte de matéria prima para doces, geleias, sorvetes, polpas congeladas.

Apesar da mangaba ser mais difundida na indústria alimentícia, estudos buscam investigar compostos que possam atuar como alternativas terapêuticas naturais. Dessa forma, algumas pesquisas apontam as propriedades farmacológicas da mangaba como alternativa de tratamento para patologias como diabetes, hipertensão, úlceras gástricas (MORAES et al, 2008), assim como no tratamento contra a obesidade (CERCATO et al, 2015), além de possuir ação antimicrobiana (SANTOS et al, 2016) e potencial anti-inflamatório (MARINHO et al., 2011). Além disso, outra propriedade de grande relevância da mangaba é sua ação antioxidante.

Reações decorrente da cadeia respiratória geram uma sequência de compostos como o peróxido de hidrogênio, ânion superóxido, o radical hidroperoxila e o radical hidroxila que são denominados, de forma conjunta, como espécies reativas de oxigênio (EROs), entretanto, apenas o ânion superóxido e os radicais hidroperoxila e hidroxila são considerados radicais livres (SIQUEIRA et al, 2009). Os antioxidantes atuam sequestrando radicais livres, estes, quando em excesso, levam a peroxidação lipídica que está associada ao desenvolvimento de patologias crônicas não transmissíveis. O corpo humano possui dois sistemas de defesa contra o estresse oxidativo, que consiste em um sistema endógeno e um sistema exógeno. O sistema endógeno atua produzindo enzimas antioxidantes e constitui a primeira linha de defesa antioxidante, todavia, sua ação tende a ser reduzida com o decorrer dos anos e o natural envelhecimento do organismo. Já o sistema exógeno consiste na dieta e sua manutenção depende de uma alimentação rica em compostos antioxidantes. Sendo, portanto, fonte de vitamina A e C, a mangaba pode ser utilizada como ferramenta para o combate de patologias crônicas não transmissíveis.

Assim sendo, o presente estudo visa analisar as propriedades físico-químicas da mangaba, em especial o seu potencial antioxidante, afim de comparar os resultados com estudos posteriores e comprovar o poder de remoção de radicais livres existente na fruta.

 

2.MATERIAIS E MÉTODOS


2.1 Substâncias químicas e reagentes

              Os reagentes de ácido 2, 2'-difenil-2-picrilhidrazilo (DPPH), reagente de ácido hidroxi-2,5,7,8-tetrametilcromano-2-carboxílico (Trolox) foram obtidos da Sigma-Aldrich Chemical, AS (Hamburgo, Alemanha). Todos os reagentes químicos utilizados nas experiências foram de grau analítico.

 

2.2 Obtenção e preparação da amostra

A Hancornia Speciosa utilizada no presente estudo fora coletada no primeiro semestre do ano de 2019, na cidade de Lucena, localizada na Zona Litorânea do Estado da Paraíba. As amostras foram escolhidas em um ambiente apenas, sendo selecionadas de acordo com as características visuais e táteis do furto, como a textura macia e coloração amarelo-alaranjada. O transporte da fruta do local de recolhimento ao ambiente de análise foi realizado em temperatura ambiente. A mangaba fora submetida ao processo de maceração, de onde extraiu-se a polpa e a casca e posteriormente o produto obtido fora refrigerado no laboratório para a sua conservação à cerca de 19 ºC.

2.3 Extração de compostos fenólicos

              Adicionou-se uma amostra (5g) em 50mL de álcool de cereal. A amostra foi centrifugada a 4.000g por 10 minutos usando centrifuga, modelo 90 - 1 (Coleman, São Paulo, Brasil). Posteriormente acondicionada em local protegido da luz, segundo metodologia de Rufino et al. (2010), com adaptações.

 

2.4 Atividade antioxidante

              A atividade antioxidante total foi analisada através da captura do radical livre DPPH utilizando uma versão adaptada do método de Brand-Williams, Cuvelier e Berset (1995). Uma solução de metanol preparada contendo 0,06 mmol.L¹ de DPPH. A solução de trabalho foi obtida por diluição da solução de DPPH com metanol com absorbância aproximada de 0,980 (± 0,02) a 515 nm, utilizando um espectrofotômetro, modelo SP-22 (Biospectro, Paraná,  Brasil). Uma alíquota de 2,9 mL desta solução foi misturada com 100 μL do extrato e deixada em repouso à temperatura ambiente durante 30 minutos no escuro. Posteriormente, verificou-se a redução na absorção do radical a 515 nm. A inibição da solução de DPPH, em termos percentuais (I%), foi calculada de acordo com a fórmula:

% De inibição = [1- (absorbância da amostra t = 30 min / absorbância inicial t = 0 min)] x 100

 

 

 

 

2.5 Análises Físico-químicas

      Foram realizadas as análises vigentes na instrução normativa nº 01, de 7 de janeiro de 2000. Acidez total, pH, sólidos solúveis, açúcares totais, segundo metodologias descritas pela Association Official Analytical Chemists (A.O.A.C., 2005).

 

2.6 Análise dos dados

          Os resultados são apresentados como a média ± desvio padrão, utilizando o software excel versão 2017.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Tabela 1. Resultados obtidos a partir das análises físico-químicas.

Análise físico-química

Resultados

Aw

 

pH

3,37

°Brix

17,05ºBrix

Acidez*

2,86%

Umidade

36,76%

Massa seca

0,3676g

Lipídios

4,82%

Antioxidante

67,22%

*Acidez expressa em mg/100 g de ácido cítrico

              O pH obtido da análise da mangaba foi de 3,37, estando na média de valores encontrados por Moura et al (2002), que alcançou pH de 3,30 em frutos provindos do Rio Grande do Norte e Nascimento et al (2014), cuja análise revelou frutos com pH entre 3,45 e 4,39. O pH constitui um dos principais parâmetros das análises químicas da mangaba por estar relacionado a proliferação de microrganismos, onde um pH ≤ 4,5 não é propício para o desenvolvimento de microrganismos patogênicos.  (PERFEITO, 2014)

              Analisando Brixº obteve-se variação entre 16,3º e 17,8º, sendo a média geral 17,05º. O resultado assemelha-se ao obtido por Nascimento et al (2014), cuja análise dita uma média de 17,04º; como também condiz com o valor ditado por Souza et al (2007) de 17,23º.

              Quanto a Acidez Titulável Total em percentual de ácido cítrico, o valor obtido foi de 2,86%, apresentando pouca discrepância com o que fora obtido por Souza et al (2007), uma média de 1,77%.

              O teor de umidade final encontrada da mangaba foi de 36,76%, expondo grande diferença em comparação aos valores relatados por Soares et al (2012), Santos (2008) e Silva et al (2008), que alcançaram resultados de 72,39, 82,65 e 82,40 respectivamente.

              A amostra resultou em um total de 4,82% de lipídios na sua constituição. Este achado, quando comparado ao de Silva et al (2008), de 2,37%, e de Soares et al (2012), total de 11,01%, se apresenta em uma média tolerante.

              A atividade antioxidante pôde ser observada pela análise de captura do radical do DPPH. Levando em consideração a técnica de Moreno et al (1998), que consiste na observação do sequestro do radical DPPH, o potencial da mangaba pode ser considerado intermediário, já que houve mudança na cor indicativa em pouco mais de 5 minutos. Esta mudança de coloração ocorre devido a quantidade de radicais que estão sendo consumidos relacionados a intensidade da atividade antioxidante; quanto maior a atividade antioxidante, maior o consumo de radicais, logo mais perceptível a mudança da coloração.

              Diante os testes realizados para observação da capacidade antioxidante da fruta, com o método DPPH, obteve-se que a mangaba foi capaz de consumir cerca de 68% do total de radicais livres dispostos no meio

             

 

4. CONCLUSÕES

O desenvolvimento do presente estudo permitiu a comparação com pesquisas anteriores afim de comprovar o potencial antioxidante da mangaba. Para atingir tal compreensão, testes físico-químicos foram realizados em laboratório, disponibilizando resultados que não apresentaram discrepâncias significativas em relação a testes prévios. Através de análises visando o potencial de sequestro do radical DPPH, pode-se incitar que a mangaba tem bom desempenho na erradicação de radicais livres. Sendo assim, por fim foi observado, o evidente potencial antioxidante revela que a mangaba tem um grande potencial como fonte terapêutica para o tratamento de doenças crônicas, porem para ser aplicado e utilizado deve ser realizado novos experimentos e estudos mais aprofundados na qual se tenha um ideal desempenho terapêutico.

REFERÊNCIAS:

CARNELOSSI, Marcelo Augusto et al. Postharvest conservation of mangaba (Hancornia speciosa Gomes). Ciência e Agrotecnologia , [S. l.], 2004. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Marcelo_Carnelossi/publication/262516403_Postharvest_conservation_of_mangaba_Hancornia_speciosa_Gomes/links/53d05a050cf2fd75bc5d1fab/Postharvest-conservation-of-mangaba-Hancornia-speciosa-Gomes.pdf. Acesso em: 14 jun. 2019.

 

GONÇALVES, Laissa Gabrielle et al. Biometry of fruits and seeds mangaba (Hancornia speciosa Gomes) in natural vegetation in the eastern region of Mato Grosso, Brazil. Rev. de Ciências Agrárias, lisboa, 2013. Disponível em: http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0871-018X2013000100006. Acesso em: 14 jun. 2019.

 

DUTRA, Rodrigo Luiz et al. Bioaccessibility and antioxidant activity of phenolic compounds in frozen pulps of Brazilian exotic fruits exposed to simulated gastrointestinal conditions. Food Research International, [S. l.], 2017. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S096399691730368X. Acesso em: 13 jun. 2019.

SAMPAIO, Taís Santos. Estudo fitoquímico da Hancornia Speciosa Gomes: Isolamento, Determinação estrutural e Atividade Biológica...

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